EVENTO: Cidade a Travessadomingo, abril 24, 2011
Lançamento (em São Paulo) do livro "Copi: transgressão e escrita transformista"
EVENTO: Cidade a Travessasexta-feira, abril 15, 2011
Lançamento do livro "Copi: transgressão e escrita transformista"
Este livro, fruto de extensa pesquisa da professora Renata Pimentel, traz ao público brasileiro a obra e a vida do escritor, ator, dramaturgo e cartunista Raul Damonte Botana, ou simplesmente Copi, como costumava assinar. Argentino exilado na França, com obra amplamente reconhecida na Europa, sobretudo pela sua ousadia no que se referia ao rompimento de barreiras políticas e de preconceitos, Copi, ainda pouco conhecido no Brasil, ganha com esse livro a devida atenção, em momento de extrema relevância para os estudos da sexualidade e das transgressões de gênero. Em sua obra, abordou com ironia a sua própria condição de exilado e artista reconhecido somente fora de seu país, a definição dos gêneros literários, os movimentos políticos de esquerda e de direitos gays e até mesmo a aids, doença da qual foi vítima. Nada escapava ao seu humor sagaz e contundente - violência, amor, poesia, o mundo intelectual. A essência da arte transgressora e de múltiplas faces de Copi estava em descortinar o teatro do mundo e questionar suas verdades estabelecidas.
Queridos,
eu e Copi estamos esperando vocês, com sorrisos e páginas abertas, para o "nascimento" em papel e tinta do meu livro: "Copi: transgressão e escrita transformista", pela Ed. Confraria do Vento.
Data: 16/04/2011
Horário: a partir das 17h
Local: Bar e restaurante Casa da Moeda, Rua da Moeda, 150 - Recife Antigo (Recife - PE)
Não deixem de vir a essa celebração comigo.
Beijos,
Renata (Lagarta)
quinta-feira, março 31, 2011
da urbe ao sapo
quarta-feira, dezembro 29, 2010
película
quarta-feira, novembro 10, 2010
metrônomo humano
terça-feira, outubro 26, 2010
braille

domingo, outubro 03, 2010
sobre convicções e coerências...
quarta-feira, setembro 15, 2010
poemeto desajeitado

terça-feira, setembro 14, 2010
sonambulismos
domingo, agosto 22, 2010
ismos e soluços

terça-feira, agosto 03, 2010
KKKKKK

domingo, julho 11, 2010
ovo a la coq

as vezes tenho muita raiva de não me entender em certas situações, eu queria ser mais plano terreno, sem acidentes geográficos de genealogia, sem tanta óbvia interferência de quem se questiona. e, como allen, o woody, eu queria sonoramente admitir e internalizar: whatever works...
e todo meu otimismo seria suficiente para a consciência de tudo que é péssimo não me tomar de assalto como susto que dá soluço por dias seguidos, ou como um cílio que cai no olho e fica escondido no buraco negro do espaço em que habita o globo ocular por uma semana...
como quem aprecia de verdade nem esperar que a gema do ovo cozinhe até ficar consiste e, até, prefere apreciar a gema líquida, ou ainda mais, o ovo a la coq.
quarta-feira, julho 07, 2010
jardim
terça-feira, junho 22, 2010
joão
sexta-feira, junho 18, 2010
dia de viagem, triste e saudosa...

tão lindo na foto, descontraído. tinha uma cara que às vezes parecia sisuda, de tão comprometido que era com suas convicções. um humanista ferrenho, de uma consistência e lucidez particulares e raríssimas. vai, mas deixa uma herança inquestionável. vai, josé, vai espalhar tua semente saramaga por outros campos de energia!
terça-feira, junho 15, 2010
carnavais... e eu que sou "do contra"...
hoje já ouvi que "não sou brasileira", numa das concepções mais óbvias e tortas do que seja patriotismo. e tudo isso só porque não me interessa nem um pouco o jogo do brasil na copa do mundo. alías, tenho um pequeno lampejo de interesse, sim. bem gostaria que a seleção perdesse logo na primeira parte da copa, assim a anestesia carnavalizante geral se dissipava. sinceramente, quando haverá presente (e deixará de ser país do futuro) para um lugar que para por tudo? um feriado atrás do outro; um clima de histeria macunaímica por causa de um esporte com imensa parte dos envolvidos tão corrupta quanto também imensa parte das pessoas e instituições do país?meu são bakhtin, padroeiro da carnavalização medieval rabelaisiana, valei-nos!
domingo, junho 13, 2010
a esperança: última que morre?

estava eu exercendo ofício, na lida do ensino, quando nos visitou pela janela uma espécie de gafanhoto verde, popularmente conhecido como esperança. e ecoa-nos a crença popular de que, quando uma esperança - inseto - entra numa casa ou pousa sobre alguém é um bom presságio. mas quando há ventiladores de teto em funcionamento, e a esperança acaba por chocar-se, em seu voo, com as pás de ferro de um deles em movimento e cai, ofegando, até fenecer?
quinta-feira, junho 10, 2010
história de Zé

rapaz, era uma noite fria dos diabos... chovia canivete, como se costuma dizer. e eu, nem sei dizer, fui parar ali, naquele canto que eu nem conhecia. me perdi da minha trupe, me desgarrei, e nem mesmo sou uma ovelha. olha, foram dias vagando perdido, minúsculo de caber num dedal, magro como um pobre diabo condenado a fenecer de inanição. pra dizer a verdade eu nem sabia mais se sentia fome, eu era um arrepio de medo e uma angústia vital me agarrando desesperadamente a seguir vivente. e meu único recurso: eu miava, com todas as quase mais nenhumas forças que restavam. e não é que deu resultado! apareceu uma moça, mas eu já tinha tanto medo, que chamava ajuda e a temi, quando ela chegou. tentei me esconder da gigante moça. ela insistiu, como convém aos espíritos solidários e me recolheu.
de tão desnutrido, eu parecia já aleijado. minhas patas traseiras não se sustentavam, eu me arrastava com as dianteiras, precariamente. fui recebido, acolhido, esquentado, acalmado. me levaram a uma doutora que me compreendeu a fraqueza e a desnutrição. ganhei vitaminas e alimentos, além do carinho. agora, vou vingar, feito planta viçosa que precisa apenas de água e terra: pasto.
ahh, me batizaram de Zé, belo nome do qual me orgulho, porque me irmana a uma multidão, bem severina, bem maria, bem zé.
domingo, junho 06, 2010
sobre algumas expressões
o gato escondido com o rabo de fora, literalmente. E essa criança felina da foto adora brincadeira de gente, comigo. a preferida é o "pega", em que grito que vou pegá-la e saio correndo atrás dela, pra levar mil "pitos" dela e ela se esconder, sempre assim, como se fosse uma criança de 3 anos de idade, que "põe as mãos nos olhos e, por não estar vendo, crê que não pode ser vista"! ou seja, esconde-se deixando o rabo de fora!
quarta-feira, maio 19, 2010
da série: dicionário de termos literários

sabe a definição de poesia? as vezes é tão difícil definir algo, ao mesmo tempo tão simples e óbvio, que todo mundo sabe o que é, mas que teima em não assentar nas palavras de modo a se traduzir com objetiva e precisa leveza...
mas basta perguntar ao mocinho de óculos e ar intelectual, do alto dos seus nove anos, que ele criou precisa e ligeira definição, assim mesmo, de supetão:
"é um texto que libera emoções".
e tenho dito, assinando embaixo das palavras dele, Raminho.
imagem em: http://marisamelo.files.wordpress.com/2010/01/poesia_pura.jpg








